Início › Dicas › Quanto cobrar de aluguel de cadeira

Quanto cobrar de aluguel de cadeira no salão

Atualizado em 16/10/2026 · 4 min de leitura

Definir quanto cobrar de aluguel de cadeira no salão é uma decisão que afeta o caixa do negócio e a relação com as profissionais. Cobrar pouco pode deixar o salão pagando para receber alguém. Cobrar muito afasta bons profissionais ou gera rotatividade. O caminho seguro é partir do custo real de cada posto de trabalho e decidir, com clareza, o que está incluído no valor.

Antes de tudo: o aluguel de cadeira é um modelo diferente do salão-parceiro (Lei 13.352/2016) e do emprego com carteira assinada. Cada um tem implicações jurídicas e tributárias próprias. Confirme o modelo mais adequado com um contador ou advogado.

O que entra no custo de uma cadeira

Quanto cobrar de aluguel de cadeira: o cálculo

Exemplo com números fictícios. Troque pelos seus.

  1. Custos fixos mensais do salão (sem o seu pró-labore): R$ 9.000.
  2. Número de postos de trabalho: 6 cadeiras.
  3. Custo por posto: R$ 9.000 ÷ 6 = R$ 1.500 por mês.

Se o salão cobrar R$ 1.500 por cadeira, apenas empata, sem remunerar o dono, sem reserva para cadeira vazia e sem lucro. Algumas camadas precisam entrar:

Esse é o valor de referência calculado. Depois, compare com o que a profissional consegue faturar naquela cadeira e com o mercado da sua região.

Valor fixo, percentual ou misto

ModeloVantagemAtenção
Valor fixo mensalPrevisível para o salãoPesa para a profissional em meses fracos
Valor por dia ou por turnoFlexível para quem atende poucos diasExige controle de presença
Percentual do faturamentoAcompanha o movimentoAproxima do modelo de parceria; avalie o enquadramento com o contador
Misto (fixo menor + percentual)Equilibra riscoMais difícil de explicar e controlar

Teste de viabilidade para a profissional

Um aluguel que a profissional não consegue pagar não se sustenta. Faça a conta do lado dela. Exemplo: uma cabeleireira que fatura R$ 8.000 por mês e gasta R$ 1.200 em produtos tem R$ 6.800 antes do aluguel. Com aluguel de R$ 2.160, sobram R$ 4.640, antes de impostos e despesas pessoais. Se ela fatura R$ 4.000, a conta fica apertada: R$ 4.000 − R$ 600 de produtos − R$ 2.160 = R$ 1.240. Esse exercício ajuda a definir o perfil de profissional que faz sentido para o seu salão.

O que deixar claro no contrato

Um contrato bem redigido evita conflitos e ajuda a caracterizar corretamente a relação. Peça revisão de um advogado.

Quando rever o valor

Reveja o aluguel de cadeira ao menos uma vez por ano, ou sempre que um custo grande mudar, como reajuste do aluguel do imóvel ou aumento forte na conta de luz. Comunique com antecedência e mostre, de forma simples, o que mudou nos custos. Profissionais que entendem a conta aceitam reajustes com mais tranquilidade.

Também vale rever quando o salão passa a oferecer mais estrutura, como agenda online, divulgação ou recepção em tempo integral. Esses serviços têm custo e valor para a profissional, e podem justificar um valor maior ou uma taxa separada.

Erros comuns

Mesmo no aluguel de cadeira, uma agenda organizada por profissional e um caixa separado evitam confusão sobre quem atendeu quem e quanto entrou.

Perguntas frequentes

Como calcular o valor do aluguel de cadeira?

Divida os custos fixos mensais do salão pelo número de postos, considere uma margem para cadeiras vazias e acrescente a remuneração da gestão e o lucro. Depois compare com o mercado e com o faturamento possível da profissional.

Aluguel de cadeira é a mesma coisa que salão-parceiro?

Não. São modelos diferentes, com implicações jurídicas e tributárias distintas. Confirme com um contador ou advogado.

É melhor cobrar valor fixo ou percentual?

O fixo é mais previsível para o salão; o percentual acompanha o movimento. O percentual se aproxima do modelo de parceria, por isso avalie o enquadramento com o contador.

Organize agenda e caixa de cada profissional

Agenda, link de agendamento, lembretes prontos no WhatsApp e caixa. 14 dias grátis, sem cartão.

Testar grátis

Leia também

Ver todas as dicas ›